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segunda-feira, 25 de julho de 2011

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Obama reitera que ricos devem "fornecer sua parte" para diminuir dívida
Notícia publicada às: 25/07/2011 17:10


O líder enviou assim uma nova mensagem aos republicanos que exigem que, para elevar o teto da dívida, na atualidade em US$ 14,3 trilhões, sejam realizados apenas cortes de gasto público e excluam qualquer alta nos impostos.

25 de julho de 2011 - O presidente americano, Barack Obama, insistiu nesta segunda-feira na necessidade de "sacrifícios compartilhados" nas negociações entre republicanos e democratas para que os Estados Unidos elevem o teto de dívida antes do dia 2 de agosto e evitem a moratória

"Os ricos também devem fornecer sua parte justa", afirmou Obama em discurso perante o Conselho Nacional da Raça, principal organização hispânica do país. "Somos um país que só pede às pessoas da classe média e aos pobres que carreguem o peso? Não somos isso, somos melhores, pensamos no sacrifício partilhado", acrescentou.

O líder enviou assim uma nova mensagem aos republicanos que exigem que, para elevar o teto da dívida, na atualidade em US$ 14,3 trilhões, sejam realizados apenas cortes de gasto público e excluam qualquer alta nos impostos.

Obama criticou duramente a proposta republicana e reiterou que deve ser estabelecido um acordo que permita equilibrar as contas em longo prazo, uma vez que pactos de curto prazo poriam em jogo a estabilidade e a credibilidade do país.

A troca de acusações continuou nesta segunda-feira depois que durante todo o final de semana ambos grupos realizassem diversos encontros para tentar aproximar posturas e acalmar a crescente inquietação perante a possibilidade de os EUA declararem moratória.

O republicano John Boehner, presidente da Câmara dos Representantes, criticou por sua vez a proposta de Obama como "indefensável e puramente política", ao insinuar que o presidente quer evitar que o debate em torno da dívida se repita em 2012, quando acontecem eleições presidenciais nos EUA.

Por sua parte, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, respondeu os republicanos nesta segunda-feira pelo Twitter, e os acusou de pôr "em risco nossa economia ao rejeitar o compromisso" e considerando que Boehner "tinha saído das negociações em duas ocasiões perante pactos justos".

"Isso sim é indefensável", acrescentou Carney.

A oito dias da data limite, os republicanos e os democratas decidiram trabalhar em planos paralelos de redução do déficit, e a expectativa é que novas propostas sejam divulgadas ainda nesta segunda-feira.

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